quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Capítulo 11 - Isso não é amor.
Já se passou uma semana desde que Mary devolveu o CD para Peche. Ninguém fala com ele, ele está sozinho.
Mile: P-peche? - ela senta no banco ao lado dele
Peche: Oi Milena.
Mile: Peche, desculpa.
Peche: Por que?
Mile: Porque eu sou sua melhor amiga, e fiquei contra você. O que aconteceu com a Mary, eu devia ter ouvido os dois lados, mas tirei minhas conclusões precipitadas. Eu devia ter ficado ao seu lado, eu sei.
Peche: Relaxa Mile. Melhores amigos também erram, não? - ele ri
Mile: Obrigada. - eles se abraçam
Peche: Mas Mile, agora que você está falando comigo. O que aconteceu?
Na área verde do colégio..
Juan: Mica, posso falar com você?
Mica: Claro.
Juan: Eu percebi, que depois do quase beijo, você não tem falado direito comigo.
Mica: Não é verdade.
Juan: É sim.
Mica: Ok, talvez seja meia verdade. É que Juan, você sabe que eu gosto do Willy. Você é um ótimo amigo, não quero te magoar.
Juan: Tá bom Mica. Eu te entendo, mas eu quero ser seu amigo. Quero que você continue falando comigo e tudo mais. Eu sei que você gosta do Willy, mas eu posso esperar. Porque um dia você vai perceber que ele não é o cara certo pra você.
Mica: Mas, e se esse dia não chegar? Não quero te magoar.
Juan: A escolha é minha. Por você eu me arrisco e espero.
Enquanto isso...
Mile: Peche, acho melhor você falar com a Mary.
Peche: Mas ela não quer falar comigo.
Mile: Eu vou com você.
Os dois encontram encontram Mary...
Mile: Mary? O Peche quer falar com você.
Mary: Eu não quero falar com ele.
Peche: Por favor Mary, me explica o que eu te fiz?
Mary: Você sabe!
Peche: Não! Eu não sei, por isso estou pedindo. Me explica.
Mile: Ok, vou deixa-los a sós.
Mary: Ok. Eu vou dizer. A Carolina veio falar comigo como quem não queria nada, falar que a gente começou mal, que ela queria ser minha amiga. Que ela não sentia ciumes de você, porque você estava sendo meu amigo por pena. Pelo fato de eu ser a garota nova, e não ter muitos amigos. Por isso, você tava sendo meu amigo.
Peche: E você acreditou nela?
Mary: É, acreditei. Mas eu pensei, você é o namorado dela, pela lógica, vocês compartilham tudo.
Peche: Mas ela mentiu. Aqueles sms que nós trocamos, em que eu conheci melhor sobre você e você sobre mim, significaram muito. Eu sou seu amigo, porque você me faz bem.
Mary: V-verdade?
Peche: Verdade.
Mary: Desculpa, Peche. Eu não devia ter feito isso com você. Então, a Carolina mentiu?
Peche: É, mentiu. E eu vou resolver isso agora. - ele sai andando furioso, e Mary o segue.
Os dois vão andando juntos, Willy, Mica e Mile vêem e vão atrás.
Carol: Oi amor! - selinho
Mary revira os olhos.
Peche: Oi amor, nada. Carol, o que você falou pra Mary?
Carol: E-eu? Não falei nada.
Peche: Não mente. O que você falou?
Carol: N-nossa amor, porque tá falando assim comigo? E-eu não disse nada, ela deve ter inventado.
Willy: Ih, gaguejou. Perdeu a razão.
Carol: Cala a boca Martin! E-eu não disse nada, ela inventou.
Mary: E por que eu inventaria?
Peche: Ela não tem motivos.
Carol: E eu? Por que eu inventaria?
Peche: Ciúmes.
Carol: Eu? Há, por que eu teria ciumes dessa coisinha?
Mile: Vejamos, ela é mais bonita, tem mais amigos, é mais simpática.
Willy: Seu namorado gosta de conversar com ela.
Mica: Só alguns motivos...
Carol: P-Peche, você vai deixar seus amigos falarem assim comigo?
Peche: Você disse que eu era amigo dela por pena?
Carol: E-eu... - interrompida
Peche: Você disse?
Carol: N-não.
Mary: Com as suas palavras, ' Eu conversei com ele, sei que ele só tá assim, tão próximo de você, por pena.' - imita a voz dela
Willy: Você guardou as palavras?
Mary: É Will, não sairam da minha cabeça.
Carol: Talvez tenha dito algo assim.
Peche: Talvez? Carol, você é horrivel. Eu sinto nojo de você.
Carol: P-peche. Eu fiz isso pro seu bem.
Peche: Pro meu bem? Você colocou meus amigos contra mim?
Carol: Como é?
Peche: É, você sabia que com essa história, eles iam me acham um cretino. Você os pôs contra mim?
Carol: P-peche eu te amo.
Peche: Mesmo? Isso não parece amor! Isso é possessividade, eu não sou um objeto pra ser seu. Você não é minha dona.
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